A casa recebeu-a silenciosamente. Ela largou a bolsa na mesa do hall, chamando:
- Penny, querida, estou de volta.
Não houve resposta, então ela entrou na sala de estar e a mão foi à boca.
Zac estava de pé ao lado da janela. Imóvel e silencioso. Esperando por ela.
Finalmente, ela disse:
- Se você veio para me dizer que aqui é sua casa, está atrasado. Já sei. E vou me mudar assim que for possível.
- Não - ele disse. - Não é por isso que estou aqui. Ou você acha que eu aceitaria sua fuga assim, mia sposa?
- Você não tem escolha - ela disse. - Não vou voltar. Mas não se preocupe. Não quero nada de você. Pretendo arrumar um emprego e um lugar para morar. E vou fazer isso sozinha.
Ele aproximou-se e ela pôde vê-lo com clareza pela primeira vez. Ele estava desarrumado e com a barba por fazer.
- Você faz com que isso pareça tão simples, sua decisão de me privar, em um golpe só, de minha esposa e de meu futuro filho. Mas encontrar emprego não é fácil quando não se tem qualificações.
- Mas vou dar um jeito - ela retrucou. Ele disse lentamente:
- Minha mãe morreu quando eu nasci, Vanessa. Uma morte que meu pai nunca conseguiu aceitar. E por causa disso nunca me aceitou de verdade.
Vane disse:
- Zac...
Ele balançou a cabeça.
- Deixe-me terminar. Preciso lhe contar isso. Para ele, o mundo acabou no dia que ele a perdeu. E alguns anos depois, quando negligenciou um resinado que virou pneumonia, não tentou lutar pela vida. Jurei, quando menino, que nunca deixaria uma mulher ter tanto poder sobre mim. E mantive minha palavra - ele acrescentou. - Até um dia na casa de seu pai, quando você entrou correndo no escritório dele. E pela primeira vez na minha vida entendi o que meu pai tinha sentido.
Vane começou a tremer. Depois de um tempo, Zac continuou, a voz calma e reflexiva:
- Uma vez você disse que me odiava. Eu rezava para que isso não fosse verdade. Disse a mim mesmo que era impossível amar tanto e não receber nada em troca. Que um dia tudo o que eu sentia tinha de alcançar você, tocar você. Que eu só precisava ser paciente. Que haveria um momento em que você sorriria nos meus braços e diria "Ti amo.'" Amo você. Mas você não disse. Nunca! Nem mesmo quando soube que concebemos nosso primeiro filho. E isso foi o mais doloroso de tudo.
- Você fala de dor? - ela retrucou. - Você ousa mencionar a palavra amor quando sua amante me fez uma visita, aparentemente com seu consentimento.
- Se você se refere a Valentina, soube que ela esteve na minha casa. Parece que Apollonia deixou-a entrar secretamente, pois sabia que você estava sozinha. Estava sendo paga por Valentina.
Ela abriu a boca, chocada.
- Apollonia estava nos espionando?
- Ela confessou tudo no dia em que você partiu - ele disse. - E Valentina Colona não é minha amante - ele acrescentou com ênfase. - Tivemos um breve envolvimento. Mas terminou logo depois que começou.
Ela respirou fundo.
-Não... não acredito em você.
- Não - ele disse amargamente. - Você prefere acreditar nas mentiras de uma mulher vulgar e vingativa.
- Você nega o que saiu no jornal sobre seus planos de se casar com ela? - ela desafiou.
- Si - ele concordou. - É uma invenção.
- Por que ela faria isso? Ele deu de ombros.
- Porque acredita que é irresistível. E eu não acho. Algo que não consegue perdoar. Mas achei que as mentiras dos jornais eram o mais longe que ela podia ir. Evidentemente, estava errado. - Ele fez uma pausa. - Ela queria me punir. E parece que viu na manipulação de meu casamento já estremecido a vingança ideal. Porque eu também sofreria uma rejeição pública. E pela mulher que Roma inteira sabia que estava carregando um filho meu.
- Mas isso é impossível. Eu mesma não sabia. Não até o dia em que fui embora. Eu passei muito mal quando acordei, então comecei a fazer as contas.
Ele quase sorriu.
- Davvero? Fiz as minhas próprias contas várias semanas atrás. E a mãe de Jared me disse que podia ver no seu rosto e que ela nunca errava. Depois disso, comecei a receber parabéns de todos os lados. - Ele fez uma pausa. - De todo mundo, exceto da mulher que faria com que isso se tornasse realidade. Todos os dias eu esperava que você fosse me contar, mas você não falava. - Ele abaixou a cabeça. - E eu comecei a achar que seu silêncio significava que você estava zangada. Que não queria nosso bebê porque ele ligaria você a mim e você só queria estar livre. Então, eu também comecei a ficar zangado.
Ela encarou-o.
- Foi por isso que você parou de dormir comigo? Ele disse calmamente:
- Um amigo meu é obstetra, um bom homem. Fui até ele porque comecei a pensar na minha mãe, e havia perguntas que eu queria fazer. - Ele fez uma pausa. - E ele me disse que fazer amor nos primeiros meses de gestação poderia machucar o bebê. Que seria melhor esperar até que sua gravidez estivesse estabelecida.
"Naquela noite, percebi como você estava cansada, decidi que seria melhor me afastar da tentação e dormir em outro quarto."
Ela disse, com a voz rouca:
- Eu... eu achei que você não me quisesse...
-Sempre, sempre. - Ele respirou fundo. – E mesmo que você não me ame, ainda assim quero tomar conta de você e do nosso filho. - Ele suspirou. - Se você voltar para mim, para minha proteção, não vou pedir mais nada. Vamos viver como você quiser.
-Vou dizer o que quero: quero que você me pegue nos braços e nunca mais me solte. Porque não há nada neste mundo para mim sem você.
- Na nossa noite de casamento, eu queria ter dito 'Não vá', e ter mostrado o quanto eu queria você. Quero que você durma comigo esta noite e todas as noites pelo resto de nossas vidas. E que você cuide de mim e de todos os bebês que eu espero ter. E desejo com todo o meu coração que você acredite em mim agora, meu querido, quando eu disser ti amo. Eu amo você, amo você... E sempre amei.
Ele caminhou até ela, levantou-a e colocou-a no sofá como se fosse feita de vidro. Depois, ajoelhou-se ao lado, o rosto encostado na barriga dela.
Quando Zac levantou o rosto, os olhos estavam lacrimejantes.
Ele disse suavemente:
- Você acredita em milagres, mi amore?
- Acredito em nós. - Ela beijou-lhe a boca, os lábios quentes e sorridentes contra os dele. - E o que quer que seu amigo médico diga, mio caro - ela sussurrou -, esta noite você vai ter de esquecer. E isso é uma promessa.
E aqui está o ultimo espero que gostem!!
não sei ainda se vai haver outra historia mas este fim - de - semana eu digo alguma coisa!
BJS! e comentem!
olá, peso imensa desculpas mas eu não vou poder postar agora, só vim mesmo para avisar que eu não postei no fim de semana nem agora porque não estou em casa e a historia esta em casa. mas assim que eu estiver eu posto de caminho. por isso lá para quarta a tarde eu posto o ultimo capitulo.